Sexto Sentido

sábado, setembro 30, 2006

Floquinhos de Neve

O dia tá bonito lá fora...
E eu sigo meu caminho um pouco tonta, desorientada
Mas eu sempre ouvi que deveria seguir em frente!
Não desistir... ser forte e ter fé!
Esse sol de sábado faz bem pra mim
Vai ser bom sentir o dourado da tarde nesses dias frios
O sol vai queimando... levando embora todo o resto
Fico somente eu...
O vento cuida de afastar de mim meus pensamentos.
Já posso ver tudo de longe...
Sumindo... subindo montanha acima
De tudo o que mais me custa é a saudade...
Lembra? Saudade...
Ela, impiedosa, não me abandona
Mas eu sei... tenho que seguir!
A cada passo dado... um novo começo
A cada silêncio quebrado... uma vontade de te ver de novo!
Eu sei... não dá!
O horizonte parece cada vez mais distante de mim
Olha só o que eu achei: Floquinhos de neve!
- Ah! Minha linda, tu tá bem?
- Apenas sentindo muito a tua falta!

sexta-feira, setembro 29, 2006

Amore...


E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdida
Mas com você eu fico muito mais bonita
Mais esperta
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quer
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
(Música "Não vá embora" , da Marisa Monte)

O Debate!

O debate de ontem com os candidatos à presidência da nossa Grande República, cuja frase ostentada na bandeira diz: Ordem e Progresso, só me confirmou em quem eu NÃO DEVO (em respeito ao meu país) votar!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Mikail us Butiá du Bolso em Nóia


Hoje estou aqui para fazer publicidade!
Sexta-feira, amanhã, começa a feira do livro de Novo Hamburgo... e no Domingo, meu grupo de teatro se apresenta com uma esquete montada apartir de uma poesia do Mário Quintana. Está bem bonita e tenho certeza que quem assistir só vai falar bem! A esquete acontece às 16h30, no palco da feira. Esperamos vocês...

segunda-feira, setembro 25, 2006

Uma Canção pra nós...


Ao invés de qualquer lágrima, me dê uma canção.
Ao invés da tristeza, me dê esse calor.
Eu não acho que o mundo vá mudar tão facilmente.
Mas a escuridão se dissolve em silêncio...
Eu caminho, tento caminhar...
Mesmo devagar, eu posso me aproximar
De pedaços de sonhos e da pessoa que amo...
A forma do amor que eu imaginei,
Para sempre, sempre, eu continuo a procurar.

Ao inv
és de falar sobre desistir,
É melhor contar as coisas que posso fazer.
Mesmo que eu tropece ou sinta como se fosse cair,
Mesmo assim, mesmo assim, eu já me decidi!
Entre as coisas que posso fazer por você,
Não tem nenhuma realmente grande.
Mas mesmo assim, eu quero te tocar!

Ao fim do mundo, dê amor. Antes da felicidade, dê sonhos.

(Tradução da música Chikyuugi - Saint Seiya)

quarta-feira, setembro 20, 2006

Quero q vc... me aqueça neste inverno!

de que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar?
se você não vem e eu estou a lhe esperar...
só tenho você no meu pensamento e a sua ausência é todo meu tormento!
Quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro inferno
de que vale a minha boa vida de play-boy?
se entro no meu carro e a solidão me dói...
onde quer que eu ande tudo é tão triste...
não me interessa o que de mais existe!
quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro inferno
não suporto mais você longe de mim
quero até morrerdo que viver assim...
só quero que você me aqueça neste inverno
e que tudo mais vá pro’ inferno!!!
(música de Roberto Carlos para alguém q me mata de saudade)

terça-feira, setembro 12, 2006

Pensamento:


"Ser profundamente amado por alguém nos dá força;
Amar alguém profundamente nos dá coragem."

Lao-Tseu

segunda-feira, setembro 11, 2006

Eu... por um dia

Ah! É difícil ser feliz o tempo todo... Queria que algumas pessoas observassem o mundo de dentro de mim. Certamente elas entenderiam o quão corrida e difícil é a minha vida... e quantos desafios eu enfrento todos os dias... então, elas não me achariam acomodada! Queria que vissem com os meus olhos, pelo menos um dia... então, elas saberiam o quanto sou cautelosa e desconfiada. E não pensariam mais que sou desatenta! Queria que passassem pelas ruas, pelos becos, pelos caminhos que faço dia após dia... ninguém mais diria que sou perdida e que não sei me localizar! Queria que tivessem que tomar uma decisão importante todo dia, pra terem noção do que é a minha vida! Queria que enfrentassem a inveja e o ciúme... e todos os puxões de tapete que eu enfrento dia a dia... pra entenderem que não sou passiva! Queria que encontrassem olhares, cantadas e amigos dando em cima... para terem certeza de quanto às respeito! Queria que estivessem um instante no meu coração para saberem o que eu sinto... Queria que passassem uma semana no meu lugar, pra ver se teriam a mesma força, a mesma ousadia e a mesma energia. Daí, poderiam se orgulhar de mim e não me criticar por ser como sou! Como queria que pudessem ser eu por um dia...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Esperando Godot

Ontem fui ao Teatro de Câmara assistir à peça Esperando Godot, da Boa Companhia - um grupo de Campinas. Bom, não preciso dizer que eu AMEI! Desde que li o texto de Beckett pela primeira vez me apaixonei. A encenação me transmitiu todo o clima gélido da solidão, do homem eternamente à espera de alguém que satisfaça suas aspirações, em meio ao absurdo da existência, a incompreensão, a incomunicabilidade, a insegurança, a carência e o medo do abandono... Características dos textos de Beckett. No geral, adorei a interpretação dos atores, acho que todos estavam muito bem. Mas destaco Moacir Ferraz (Pozzo) e Daves Otani (Estragon) que com toda a naturalidade roubaram para si o drama de seus personagens. Alexandre Caetano, que faz o Lucky , também merece aplausos pelo seu trabalho corporal e seu fôlego durante o monólogo de Lucky. Eduardo Osório interpreta que Vladimir, também está muito bem em seu papel. A direção do espetáculo é de Marcelo Lazzaratto. O espetáculo ainda fará duas apresentações, hoje, dia 07 e dia 08 de setembro!
A peça trata-se de Estragon e Vladimir que esperam numa estrada junto de uma árvore por Godot. Querem que Godot resolva o problema de sua existência e tudo está condicionado a sua vinda.Esperando Godot é composta por quatro personagens e um “quase –figurante” : Os dois vagabundos que esperam por Godot, Estragon e Vladimir ; Pozzo e seu escravo Lucky ; e um menino que aparece no final de cada ato para avisar da não vinda de Godot.
O cenário é uma estrada vazia e uma árvore, que no primeiro ato está sem folhas e no segundo aparece coberta com elas.
É utilizada a linguagem do teatro do absurdo, com personagens completamente carentes de sentido.A peça é construída em dois atos. Para Beckett , “ um ato teria sido insuficiente, e três atos teria sido muito” , e segundo Flávio Rangel, “ um ato só deixaria o espectador com a vaga esperança da vinda de Godot no dia seguinte. O segundo destrói essa esperança. Já um terceiro acabaria tornando-se repetição inútil” . Tudo gira em torno da vinda de Godot. Ele é a única solução para os problemas existenciais dos dois vagabundos. Então, eles esperam dia após dia. E
tudo o que fazem é preencher esse tempo de espera. Eles falam através de diálogos muitas vezes desconexos, movem-se e brigam para passar o tempo. Godot, entretanto, não vem. No final de cada dia, um menino surge para comunicar- lhes a falta de Godot ao encontro e lhes garantir a vinda para o dia seguinte. No outro dia, a situação se repete. Na metade de cada ato, surgem mais dois personagens, Pozzo com uma corda guiando seu escravo Lucky pelo pescoço. A vida desses personagens é transformada de um ato para o outro. Eles põem um pouco de ação na peça, tendo em vista que tanto Estragon quanto Vladimir são personagens extremamente passivos, que negam todo o agir no momento em que depositam em Godot toda sua esperança de salvação e não fazem nada para melhorar sua situação, não procuram por si próprios respostas para sua existência. Eles literalmente cruzam os braços e esperam por Godot. E se Godot não vier, certamente continuarão ali esperando no dia seguinte. Nem mesmo quando decidem se matar tomam a atitude, são seres incapazes de agir e que estão em uma situação estática, a espera. A única coisa que os move é a esperança, mas essa é ilusória e inútil porque Godot jamais virá. O que acontecer com Pozzo e Lucky não interessa para eles, pois isso não interfere na espera. Os dois ( Pozzo e Lucky) servirão apenas como mais uma opção para passar o tempo.
Uma análise que fiz dos personagens:
Vladimir: É o que mais pensa na peça, senão o único. Tenta refletir sobre o problema de sua existência sem chegar à conclusão alguma. É o mais humano dos vagabundos, manifesta sentimentos de preocupação, ternura e proteção para com Estragon. Dá-lhe comida, cobre-o durante o frio, importa-se em saber quem bateu no amigo. Vladimir nunca esquece de seu objetivo: Esperar Godot. Isso faz dele o mais iludido e enganado. Apesar de ser, entre os dois o mais inteligente, é o mais dominado pela falsa ilusão da esperança.
Estragon: É o mais preguiçoso. Freqüentemente esquece das coisas, inclusive da espera por Godot. Nada em Estragon faz sentido. É um personagem medroso, carente ao extremo. E mesmo quando briga com o companheiro e tenta ir embora acaba sempre voltando, pois precisa de Vladimir para compartilhar com ele a desgraça da sua existência. Freqüentemente se entrega ao sono e à comida. Demostra instinto animal e de submissão. É incapaz de se defender, sente-se desprotegido e geralmente, quando está sozinho, apanha.
Pozzo: representa o poder destinado ao fracasso. Ele começa a peça confiante em si mesmo e poderoso, muito arrogante. É o senhor de um escravo, e com isso traz consigo a ilusão de poder e domínio. O Pozzo do segundo ato é um ser reduzido, fracassado que vê a realidade de sua desgraça. Ele volta como cego, não pode ver, não pode mais dominar. Ele precisa de um olhar que valorize seu ser, alguém que lhe seja submisso. Mas no momento em que esse alguém passa a ser submisso, perde sua liberdade e já não tem uma consciência própria, nem um olhar valorizador. Enfim, perde seu valor. Foi o que aconteceu com Lucky e por isso Pozzo diz que dispensará o seu trabalho, mas não o fará pois é dependente do escravo .
Lucky: É uma consciência inativa. Faz apenas o que o seu senhor ordena. Vive como um animal. Dança para distrair Pozzo e pensa apenas quando lhe é ordenado. A única fala de Lucky é um monólogo quase interminável em que ele mistura pensamentos e assuntos desordenadamente, sem sentido algum. É uma enxurrada de registros e fatos que ainda restam em sua consciência. No segundo ato, Lucky surge mudo, reduzindo-se a uma coisa. É totalmente desumanizado. Se antes era tido como um escarvo, um animal sem vontade própria, agora perdeu a linguagem e para Beckett “ é através da linguagem que cumpre-se a essência humana, que realiza-se o homem”.
Mensageiro: Esse personagem aparece no final de cada ato para transmitir aos vagabundos a notícia de que Godot não virá nessa noite e garantir a vinda para o dia seguinte. No segundo ato, ele sempre nega que tenha vindo na noite anterior e desaparece. É quem estimula a esperança dos dois vagabundos. É o único que poderia provar a existência de Godot, o único que tem contato com ele, mas nem mesmo sabe como é Godot.
SAMUEL BECKETT
Beckett nasceu em 13 de abril de 1906, em Dublin, na Irlanda. Mas viveu a maior parte da sua vida na França, para onde se mudou em 1928 quando conseguiu um emprego como tradutor. Assim que chegou em Paris foi apresentado ao escritos francês James Joyce de quem se tornou amigo e apóstolo e que, mais tarde, exerceu grande influência nas obras de Beckett. Sobre o escritor, Beckett publicou seu primeiro trabalho “ Dante...Bruno. Vico...Joyce.”, em 1929. A partir daí, surgiram diversas obras, trabalhos, novelas, poemas, textos dramáticos, peças radiofônicas e para TV e até um filme mudo para o cinema. O espaço de Beckett começou a ser definido a partir do romance “Murphy “(1938), quando começa a aparecer a intensidade de suas obras, seus personagens começam a ser caracterizados pela “ inquietação, a insatisfação eterna, presa em um universo interior que não se pode encontrar repouso senão na destruição e na morte” (Pierre Mélèse). Beckett ficou em Paris durante a II Guerra Mundial e quando a França é invadida pelos alemães, fugiu com a esposa e só retornou em 1945 com o fim da guerra. Nessa época, Joyce que havia sofrido muito durante a guerra morreu e Beckett com a perda do amigo caiu em depressão e enfrentou crises existenciais, angústias e melancolia reforçados pelo alcoolismo e sua amargura com o mundo. Esses sentimentos são expressados com intensidade em suas obras. O homem que Beckett compôs vive em um mundo sem felicidade, sem sentido, iludido com uma falsa esperança de salvação, mergulhado na solidão, no vazio. Enfim, a angústia metafísica. Os discursos são irracionais, diálogos desconexos. Seu teatro é absurdo. Seus personagens ilógicos. O tempo não existe.
Em 1969, ganhou o prêmio Nobel de Literatura. E continuou escrevendo até 1989, quando veio a falecer em 22 de dezembro.

O TEATRO DO ABSURDO
O primeiro manifesto do teatro do absurdo surge em 1896 com a farsa de Alfred Jarry, “Ubu Roi” ; e tem continuidade através de “As Mamas de Tirésias”, de Guillaume Apollinaire, e mais tarde com os surrealistas. Mas essa nova concepção só floresce no século XX, através dos poetas franceses. Com o final da II Guerra Mundial, a produção teatral procura resgatar modelos dramáticos já estabelecidos sem apresentar nada de novo. É um teatro inspirado no passado. Os autores consideravam os temas utilizados no passado atuais e suficiente para o debate ideológico do pós-guerra e para o debate filosófico. Nessa época muitas obras foram centradas na violência e na guerra. Autores como Sartre e Camus fizeram muito sucesso com suas peças. Na França, há uma preocupação com a expansão cultural. Surgem vários teatros com o intuito de levar a cultura ao maior número de pessoas possível. Com essa abertura ao teatro, alguns autores começaram a propor uma nova concepção teatral com forte influência do surrealismo.A destruição de crenças e valores gera um teatro anti-realista, ilógico e que condena o homem à solidão com o objetivo de levar aos palcos o drama existencial. O teatro do absurdo fala do real como se fosse irreal usando de ironia, intensificando as neuroses, falando da falta de criatividade e ousadia do homem, de sua passividade e loucura. Trata o homem como um ser neurótico, psicótico, um sofredor nato. Enfim, proclama a impotência dos seres humanos. Os roteiros exploram a incoerência de seus personagens e o comportamento humano em discussões psicológicas através de uma nova linguagem. Para os autores do absurdo “renovar a linguagem, é renovar a concepção, a visão do mundo” (Ionesco,1950). A linguagem aparece não somente nos diálogos dos personagens, mas em toda a cenografia, na iluminação, nos figurinos e nos objetos utilizados no palco; e muitas vezes o cenário, as roupas dos personagens e até mesmo as formas que os atores utilizam para dizer o texto se tornam mais significativas que o próprio texto que está sendo dito. A mensagem se torna enriquecida através de cada um dos elementos utilizados para contá-la. É um teatro existencialista, mas que nega uma saída lúcida, não admite uma explicação para a existência através do racional. É também um teatro metafísico, cheio de paradoxos e humor negro que promove a reflexão do público.

quarta-feira, setembro 06, 2006

POA em Cena!!

Do dia 5 ao dia 18 de setembro todo mundo tem mais uma oportunidade de fazer parte desse festival de teatro que acontece em Porto Alegre pela 13° vez. Apesar do ingresso ser um pouco caro para o povo (20 reais), tem muita coisa em que vale a pena investir. O festival é interessante, não só pelos espetáculos em cartaz, mas também pelas oficinas e pelas palestras que são oferecidas (estas gratuitas). Eu fui selecionada para duas oficinas e , certamente, estarei presente nas palestras em que eu puder ir. Escreverei mais a respeito das oficinas, conforme eu for fazendo. Hoje teve inicio a de Composição Cênica ministrada por Luiz Arthur Nunes, uma oficina de Direção. Aliás, lembrei que não fiz comentários acerda do curso que fiz no Studio Stravaganza, também de direção e ministrado pelo Aderbal Freire. Então, segue um comentário que fiz numa reportagem feita pelo meu amigo e jornalista Fábio Gomes. O texto na íntegra está publicado no site http://www.jornalismocultural.com.br/teatro/aderbal.htm
- Eu adoro a figura do Aderbal, mas achei que o curso poderia ter sido melhor aproveitado. Minha expectativa ao me inscrever na oficina era a de receber dicas e orientações sobre direção. Não apenas que nos fosse mostrada uma forma de dirigir. Eu esperava ter a oportunidade de pôr em prática técnicas de direção teatral sob orientação dele. Claro que foi interessante assistir o Aderbal dirigindo alguns colegas meus, mas apenas isso: interessante.
Deixando claro que eu adoro o Aderbal. Acho que ele é maravilhoso e eu adoraria ser dirigida por ele... quem sabe? um dia...
Mas voltando ao assunto do Poa em Cena, não deixem de prestigiar os espetáculos, principalmente os gaúchos... tem muita coisa boa que eu recomendo (já assisti quase todos), com destaque para Larvárias da Daniela Carmona com preparação corporal da minha professora de corpo Daggi Dornelles e Sonho de uma Noite de Verão (uma das minhas peças favoritas de Shakespeare) que tem direção da Patrícia Faguntes, que foi minha teacher nas cadeiras de Improvisação e Direção I. Vale a pena: palavra de escoteiro!!!
Mais informações pelo site: www.poaemcena.com.br
E bons Espetáculos para todos nós!!!

terça-feira, setembro 05, 2006

Tiro ao Alvaro



Esse textinho é pra "tu" (que eu não preciso dizer o nome... porque tu sabe que é pra tu!)

De tanto leva frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o que?
Taubua de tiro ao alvaro
Não tem mais onde fura
Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estriquinina
Que pecheira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de automover
Mata mais que bala de revorver

Elis Regina
Composição: Adoniran Barbosa